𝕲𝖜𝖊𝖓 𝕾𝖙𝖊𝖋𝖆𝖓𝖎: Beleza como Cobrança

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Como a aparência pessoal se tornou um produto na mídia.

No dia 11 de setembro de 2026, o NUGEDIS (@nugedis_iffarsvs) publicou um post sobre como a aparência pode se tornar um produto decorrente dos efeitos da mídia e do algoritmo, usando como exemplo a cantora e compositora Gwen Stefani.

A ocasião se trata da reaparição da artista na mídia em 2022, quando concedeu uma entrevista ao programa Late Night With Seth Meyers. Após o episódio, diversas críticas surgiram devido à aparência de Gwen, com comentários que a acusavam de “ter abusado de plásticas e operações estéticas”.

Gwen em entrevista no programa Late Night With Seth Meyers (09/09/22)

O caso de Gwen, porém, está longe de ser isolado. Hoje em dia, é comum vermos no Instagram, TikTok, Youtube e em outras plataformas conteúdos de skincare, alimentação, exercícios físicos e rotinas de autocuidado. Mas além das diversas recomendações, há sempre uma promessa em comum por trás deles: a de que existe um corpo – ou uma aparência – considerada perfeita.

É de extrema importância que falemos de temas como esse por serem prejudiciais na sociedade atual, principalmente com o público jovem. A busca constante por resultados que imitem o “padrão de corpo perfeito” da mídia impacta diretamente no cotidiano desse público, colaborando com a propagação e o aumento de casos de, por exemplo, transtorno dismórfico corporal (TDC), distorção de imagem, impactos graves na saúde mental e outros.

Para a psicóloga Jhoanne Hansen, especialista em saúde mental de criadores de conteúdo, “os algoritmos favorecem conteúdos que geram engajamento e, com isso, determinados tipos de corpos acabam aparecendo repetidamente. A repetição cria uma falsa sensação de normalidade e pode fazer com que a pessoa passe a enxergar características naturais do próprio corpo como problemas que precisam ser corrigidos” (Fonte: reportagem de O Globo – O que está por trás das mudanças nos padrões de beleza nas redes sociais, publicado em 27/08/2026).

Diante de um cenário como esse é importante relembrar que nem tudo o que vemos na mídia remete à realidade. Não se compare com algo ou alguém que sequer existe fora do padrão idealizado.

Texto: Victor Goulart da Silva

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